Um convite à compaixão - Projeto Apadrinhar

Um convite à compaixão – Projeto Apadrinhar

Fazendo aqui um balanço das atividades de 2017, que já está se despedindo, não tenho dificuldade alguma em apontar qual foi o trabalho feito pela Vitória que nos deixou, a mim e a toda a equipe, mais realizados, tanto pessoal como profissionalmente. Falo do Apadrinhar, uma belíssima iniciativa da Vara da Infância do Rio de Janeiro, que tem como principal objetivo criar laços de afeto entre a sociedade e as crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional ou familiar.

As crianças sob a guarda da 4ª Vara justiça no Rio têm chances remotas de reinserção familiar ou de adoção. O juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, o titular da Vara da Infância, teve a ideia de criar o Apadrinhar para que essas crianças e adolescentes possam se desenvolver de forma saudável, com respeito, cidadania, afeto, amor

A Vitória se ofereceu para cuidar da comunicação do projeto.

Criamos e produzimos um filme, criamos e desenvolvemos um site, reformulamos uma página que já existia no Facebook e desenvolvemos uma campanha de mídia online que foi veiculada por três meses. Tudo bancado pela empresa, com custo zero para a Vara da Infância.

O Projeto Apadrinhar – Amar e Agir para Materializar Sonhos é uma iniciativa simples, mas que enche a alma de quem o conhece e de quem resolve dele participar. Como as chances de que essas crianças sejam adotadas são pequenas, a ideia é que elas encontrem padrinhos que possam lhes oferecer amor, carinho, proteção, cuidado. 

E há três formas de apadrinhamento

  1. O provedor, que oferece suporte material às instituições de acolhimento, com a doação de objetos, material de construção, limpeza, higiene, reforma do espaço físico, entre outras possibilidades.
  2. O prestador de serviço, que realiza trabalhos nas instituições, de acordo com as áreas de interesse do padrinho ou madrinha.
  3. E o padrinho afetivo, que dá assistência à criança e ao adolescente fora das instituições de acolhimento.

Um dado que chama a atenção e que ao mesmo tempo nos alegra. Os padrinhos, especialmente os afetivos, decidem, depois de um tempo, ficar com o afilhado, seja criança ou adolescente, em caráter definitivo, dando a eles mais que um lar, uma família

Há também outra informação de grande relevância – e, neste particular, acreditamos que campanha de comunicação criada pela Vitória tenha dado a sua parcela de contribuição: é cada vez maior o número de pais adotivos que não fazem restrição à cor da criança ao preencher o Cadastro Nacional de Adoção. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que, hoje, 46,6% dos que pretendem adotar são indiferentes à cor das crianças ou adolescentes. Cinco anos atrás, esse percentual era de 31,8%.

Mas este trabalho está sendo feito no Rio de Janeiro

Aqui em Minas, como lá, temos muitas crianças e adolescentes que sonham em conhecer outro ambiente que não aquele frio das instituições de acolhimento. Informações do Tribunal de Justiça de Minas dão conta de que existem no Estado aproximadamente 500 crianças e adolescentes à espera de adoção.

E enquanto esperam pelo novo pai, pela mãe, por uma família (e o triste é que muitos não conseguirão), poderiam contar com o apoio de um padrinho ou de uma madrinha, alguém para brincar, para conversar, para abraçar. E não estamos falando aqui de um projeto que custa milhões. Mais do que dinheiro, uma iniciativa como o Apadrinhar exige dos parceiros amor ao próximo, solidariedade, compaixão.

Estou certo de que em Minas há muitas empresas, empresários, instituições, associações, entre tantos outros, que têm este perfil. A quem interessar possa, convido para abraçar o Apadrinhar em Minas Gerais. Como parceiro do projeto no Rio, posso assegurar que quem mais ganhou com o trabalho fomos nós, profissionais da Vitória. E assim como fizemos no Rio, nossa equipe está pronta para cuidar, de forma voluntária, de toda a comunicação da iniciativa.  Alguém se habilita?

Por Paulo Vasconcelos

Deixe uma resposta