Paulo Vasconcelos - marqueteiro Paulo Vasconcelos

Eleições 2018, a hora e a vez dos ricos e famosos

Paulo Vasconcelos compara as Eleições de 2018 com as ultimas eleições 2014 e 2016.

Se nas eleições municipais de 2016 os grandes vitoriosos foram aqueles que incorporaram o discurso do “não político”, como é o caso dos prefeitos de São Paulo, João Dória, e de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, a disputa de 2018 tem tudo para ficar na história como o pleito que vai eleger um grande número de candidatos ricos e famosos, que entrarão na disputa com braçadas de distância em relação aos demais concorrentes.

Explico

Entre as novas regras aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional, com o justificado argumento de que é preciso aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro, está a que criou o fundo público para financiar as campanhas, que deve levantar algo como R$ 1,7 bilhão. Será este o valor a ser gasto pelos candidatos a presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais.

Ficou mantida a proibição de doações por parte das empresas e as doações de pessoas físicas estão limitadas a 10% do rendimento bruto do ano anterior para cada cargo em disputa. Sem entrar no acalorado debate sobre o tamanho do gasto eleitoral (alguns vão considerar que o valor é exorbitante e outros tantos vão argumentar que é insuficiente), o fato inegável é que os recursos para as eleições do próximo ano, ao que tudo indica, serão ainda mais escassos.

Outra mudança relevante para 2018:

Em 2014 a campanha oficial começou no início de julho e a de 2018 só vai começar, oficialmente, em meados de agosto. Serão apenas 35 dias de propaganda no rádio e na televisão que é o que importa para cargos majoritários.

E é este espaço nos veículos de comunicação de massa que permite aos postulantes se apresentar, mostrar suas propostas, tornar-se conhecidos, convencer o eleitorado de que têm as melhores propostas e ideias.

Recursos mais escassos e menor tempo de propaganda eleitoral, não há dúvida, é o cenário ideal para os endinheirados e celebridades. No caso dos primeiros, que têm muita grana, será sempre mais fácil recorrer ao próprio bolso para bancar custos que são inevitáveis numa campanha.

No caso dos segundos, os candidatos-celebridades, a campanha mais curta lhes dará alguns qu